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Ninjutsu Moderno 忍術


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Frase da Semana - “A vitória pertence àquele que acredita nela, e àquele que acredita nela por mais tempo.” - Pearl Harbor

Defesa Pessoal II

Este artigo aborda conceitos de Defesa Pessoal essencialmente contra dois ou mais agressores. Mas tudo isto se aplica a todos os tipos de defesa pessoal, sejam contra um ou mais adversários, armados ou não.

 

A atitude obrigatória

E se a situação for tal que pareça não haver hipótese? Vamos congelar e deixar que nos espanquem até à morte? É óbvio que não. Mesmo em situação “desesperada”, temos que acreditar na sobrevivência até ao fim. E há também técnicas para isto.

Se por exemplo um daqueles halterofilistas ou praticante de culturismo nos agarra num “abraço” forte e do qual não pareça haver saída, não faz sentido esperar que ele nos parta os ossos todos, deve-se agir rapidamente e fazer com que nos largue, com uma cabeçada forte na cana do nariz, por exemplo… Se o adversário parece invencível ou estiver a levar larga vantagem, é muito mau entrar em pânico.

Imaginemos um praticante de Sky profissional que vai descer uma encosta difícil. Ele diz: “Treinador, tenho medo! Não sei se consigo descer esta encosta…”. O seu treinador diz-lhe: “Que animal iria deslizar por esta encosta até ao lago suave e confiante?”. “Um peixe, talvez…!” – Diz o profissional…  E o treinador: “Então, sê um peixe!”. O profissional acata o conselho e imagina-se um peixe, o que muda totalmente a sua confiança em si próprio e dá-lhe a habilidade necessária para descer a encosta seguro e calmo. É como vestir um fato de super-herói e sentir-se invencível. É uma estratégia mental, uma forma muito boa de usar a mente em situações delicadas.

Nem sempre é preciso imaginar que se é um animal, como neste caso… basta apenas acreditar na nossa interminável fonte de energia, o que nos move… e não temer a morte. Cada situação é única. Tudo o que a nossa mente realmente tomar como possível é praticável. Estes ensinamentos podem e devem ser postos em prática numa situação de defesa pessoal.

 

O combate na rua

O combate ou luta na rua é a prova de fogo de qualquer artista marcial ou praticante de defesa pessoal. Para a defesa pessoal existem várias técnicas e estratégias, independentemente do estilo ou sistema que se pratica. Para a luta na rua há que ter noção do que se pode ou não fazer, e nunca nos devemos basear em fantasias e sim na realidade da situação, seja com um, dois, três ou quatro adversários.

Existem alguns planos de ataque que se aplicam à generalidade dos casos (são conceitos que, procurando com atenção, podemos encontrar no livro de Sun Tzu – A Arte da Guerra, usado por todo o tipo de grandes estrategas, principalmente militares, e que se aplicam muito bem na defesa pessoal):

  1. Se as nossas forças (em número de indivíduos) são 10 vezes superiores às do adversário, devemos rodeá-lo.
  2. Se somos 5 contra um, devemos concentrar as forças de cada um num só ataque colectivo.
  3. Se somos dois contra um, devemos atacar em duas frentes ao mesmo tempo (Este é o caso da maioria das situações com que as forças de segurança se deparam, normalmente, aquando da detenção de um indivíduo agressivo, sendo dois os agentes).
  4. Se estamos em igualdade numérica, devemos atacar ou contra-atacar e nunca nos limitarmos à defesa.
  5. Se as forças do adversário são ligeiramente superiores, tentar reduzi-las usando o factor surpresa.
  6. Quando largamente ultrapassado em número, esquivar dos ataques dos adversários antes de tudo o que possamos pensar fazer.

Numa situação de agressão na rua, principalmente quando enfrentamos mais que um agressor, há que ter em conta alguns factores. Esses factores podem ser psicológicos, técnicos ou tácticos.

 

 

Factores psicológicos

A serenidade e a confiança são as duas qualidades que devem predominar no momento de uma agressão ou luta. No entanto, isto acontece quase sempre apenas nos casos em que a pessoa atacada não é muito “dada” ao medo, que é o ideal. Ter medo, em si, não é mau, pois mantém em muitos casos a pessoa viva… Mas o problema surge quando por culpa do medo, a pessoa fica paralisada, presa a um ataque de pânico. É importante canalizar o medo para uma resposta inteligente.

Em linhas gerais, no caso de haver apenas um agressor, devemos avançar na direcção do adversário. Isso significa, psicologicamente, que não temos medo e obrigamos o adversário a passar á defensiva. Essa saída em frente efectua-se logo que o adversário entra na “distância crítica”. O agressor, que parte de uma posição de superioridade, é tomado pela surpresa quando vê que estamos completamente livres de qualquer medo e que não retrocedemos, para além de avançarmos e o atacarmos. Agora é ele que está em perigo, que tem que se defender e que sente medo. Quando passamos a uma posição dominante, vemos como a nossa confiança aumenta. Teve lugar uma inversão completa da situação. Em muitos casos, isto funciona até com dois agressores.

Se o medo é inimigo da confiança, a serenidade tem inimigos não menos perigosos: O orgulho excessivo, a imprudência, o ego e a ira.

                Na excessiva confiança, podemos colocar-nos desnecessariamente numa situação perigosa. De que maneira? Reagindo com violência a provocações banais, caindo no exibicionismo ou lutando quando o melhor é esperar o momento certo e desaparecer.

                Se estivermos serenos, iremos ver a situação com a objectividade necessária e, no caso de existir uma possibilidade de resolução pacífica, podemos dirigir o conflito para essa possibilidade. Se a única via for mesmo entrar em acção, será ainda mais importante manter o sangue frio.

                Há um outro factor, que é o da surpresa. É realmente poderoso e pode mesmo ser decisivo. A surpresa pode jogar tanto a nosso favor como do adversário. Uma pessoa de aparência frágil ou inofensiva terá mais possibilidades de surpreender um agressor, ao utilizar técnicas de Ninjutsu na luta, por exemplo, do que uma pessoa com um ar forte e imponente (que terá também menos probabilidades de ser atacada, pelo menos a mãos nuas ou só por um agressor). Trata-se apenas de “manipular” a situação para nossa vantagem, conforme a situação e o que podemos fazer.

                Quem quer evitar uma situação de agressão ou de luta, deve ter uma imagem discreta, mas isto também se aplica a quem quer ter uma vantagem táctica.

                Também para reduzir a possibilidade de ser surpreendido por algum assaltante ou agressor, é bom desenvolver um estado de alerta intensificado, conhecido por “sexto-sentido”. É claro, não vamos adquirir a “mania da perseguição”… Esse estado de alerta constrói-se vivendo no momento presente com lucidez e sabedoria. Enquanto andamos nas ruas, devemos tomar consciência da nossa postura, do nosso centro de gravidade e do que nos rodeia.

                Ser impressionável é outa faceta psicológica que convém ter em conta. Se quiséssemos assustar ou intimidar alguém, o aspecto mais adequado para ter seria ser corpulento, ter cicatrizes, tatuagens, um ar sério, indumentária que normalmente é rotulada como “agressiva” ou “roupa de bandido”, linguagem agressiva e cara de psicopata. Os criminosos sabem disto, por isso é que usam essa imagem.

                O treino e a experiência devem superar até mesmo esta “impressão”. Certas técnicas psicológicas, como a auto-hipnose (que no fundo é o Kuji-Kiri do Ninjutsu tradicional), são muito úteis nestes casos. Não esqueçamos também a nossa própria postura e linguagem corporal. Conforme a situação, podemos adoptar uma postura de maior ou menor “perigosidade”, para dissuadir ou surpreender, respectivamente.

 

Factores físicos

 

                Estes factores são a altura, o peso, o sexo, a força, a resistência, a flexibilidade, a velocidade e a resistência à dor.

                Convém estar sempre em forma e mesmo que não seja o caso, dar sempre essa impressão.

 

Factores técnicos

  1. Domínio dos movimentos do adversário – Existe uma técnica muito eficaz no combate a mãos nuas, que é fechar a distância. Dominar os braços do adversário e sentir quando se movem, segurando-os. Para usar esta técnica devemos aprender a bater numa distância curta com as pernas, os pés, os braços e as mãos. Daí a ideia de “pegajosidade” que caracteriza esta técnica. O adversário tem a sensação de estar “preso” numa camisa de forças. Parece incapaz de se mover e os golpes atingem-no, enquanto sente que perde o equilíbrio. Assim sendo, temos então 4 elementos que constituem esta técnica: fechar a distância, ser “pegajoso”, sensibilidade e saber bater em curto.
  2. Movimentos espontâneos – Não sabemos por onde nem como vamos ser atacados, ou por quantos agressores, de maneira que qualquer técnica ou esquema de técnicas pré-concebidos serão de pouco valor. O importante é adaptar-se, “como a água se adapta ao recipiente” – já dizia o Bruce Lee (grande lutador, a propósito…), sem necessidade de pensar para decidir. Devemos saber esperar até que os adversários entrem na “distância crítica” e não reagir perante movimentos ou “fintas” fora desta. Temos que reeducar as reacções instintivas (que por vezes são inadequadas, como fechar os olhos, recuar ou desviar os braços para fora). Começamos aos poucos e vamos introduzindo dificuldades para desenvolver de uma maneira inconsciente a adaptabilidade: Socos, pontapés, agarres, projecções, fintas e ataques mais complexos em combinação. Relaxar e “ceder” perante os ataques e os obstáculos. Pouco a pouco, aprende-se a fluir sem pensar e a deixar que as coisas surjam por sim mesmas. Um aprendizado à base de memorizar técnicas terá sempre dois defeitos: Falta de espontaneidade e excesso de lentidão.

 

Factores tácticos

O domínio da estratégia ensina-nos a aproveitar elementos alheios aos da própria técnica de luta. Por exemplo, quando o sol atrás de nós, gera uma sombra capaz de encobrir os nossos movimentos, transformando-nos num vulto, aumentando assim o factor surpresa. Isto é puro Ninjutsu. O mesmo pode acontecer de noite, com a luz de um poste de iluminação. Os momentos de luz para a escuridão ou vice-versa são os mais propícios para um ataque.

        Devemos saber aproveitar as vantagens de qualquer situação, utilizando as desvantagens como factor surpresa. Mas tudo isto sem criar uma espécie de “dependência” das circunstâncias. Se não houver qualquer tipo de vantagem que o meio nos ofereça (o que quase nunca acontece), devemos sempre lembrar que nos temos a nós próprios e que confiamos na nossa técnica.

 

10 conceitos a ter em conta para a defesa pessoal:

1.       Entender que qualquer conflito acontece por uma razão. Se a razão pela qual lutamos é bem entendida pelo nosso coração, então venceremos.

2.       Para ser eficaz, observar bem os ombros e ancas dos agressores, já que se confiarmos demasiado nos seus olhos, estes podem enganar-nos. Também se pode olhar nos olhos, mas sem fixá-los, “atravessando” os adversários com o olhar... Como se estivéssemos a ler as suas mentes.

3.       Deve-se conceber qualquer arma ou objecto que se tenha como uma extensão do próprio corpo, apontando sempre em direcção aos olhos dos agressores. Quando se ataca, irá ser sempre confiante e com a intenção de vencer.

4.       Observar todos os obstáculos que possam impedir de se chegar ao corpo-a-corpo, mantendo uma visão geral dos oponentes e de todos os seus movimentos, de todos os seus ataques e de todos os seus gestos.

5.       Atacar sempre com firmeza e fluidez, já que a rigidez e a exagerada tensão nos músculos impedirá que realizemos a nossa técnica com dinamismo.

6.       Tentar que os adversários abram as suas defesas, com simulações e movimentos bruscos.

7.       Não esquecer de respirar, isto ajudará na fluidez e poder de movimentos.

8.       Utilizar todos os elementos externos que possam ajudar na defesa pessoal. Isto irá também criar um impacto psicológico nos agressores. Um sobressalto nos seus movimentos pode ajudar a acabar com a luta.

9.       Usar a distracção e o engano como parte da estratégia de combate. Forçar o adversário a abrir a defesa e a distrair-se com alguma coisa. Ele perderá a concentração, o que vai reverter a nosso favor.

10.   Lembrar que se luta para ganhar ou para impedir que nos magoem, e quando estamos em vias de perder, não perder a concentração e continuar a lutar sem nunca desistir.

 

A luta com vários adversários:

  • Evitá-la desde o início. Não se situe desnecessariamente em posições de vulnerabilidade. Se for mesmo necessária uma luta, tentar separar os adversários uns dos outros, pois tanto pode ter que se lutar com todos até ao fim, como se pode ter que retirar a meio.
  • Estudar o terreno. O ideal é treinar em todos os tipos de terreno. Uma situação de conflito pode acontecer em qualquer lugar inesperado. Mais uma vez, usar tudo o que se possa ter à mão. A nossa vida pode depender disso. Até um punhado de terra pode ser útil.
  • Não deixar o ego dominar a situação. Não importa quem possa estar a ver. Por muito bons lutadores que sejamos, se etivermos preocupados com o que possam pensar se falharmos um golpe ou levarmos um soco, exibir-se ou perder a confiança porque eventualmente levámos uns socos em frente aos amigos ou à namorada, iremos cair e ficar à mercê dos agressores. E se tivermos que fugir, independentemente de quem esteja a ver, então será essa decisão que vamos tomar. Aquele que retira quando tem que retirar, viverá para lutar no dia seguinte.
  • Não prolongar a luta. Quanto menos durar, melhor. Convém que os adversários vão caindo à primeira. Para isto, há que executar os golpes com muita potência e determinação, de preferência atingindo pontos fracos. Usar uns contra os outros pode ajudar, se tivermos calma e confiança suficientes.

 

Lembre-se: A violência faz parte da vida. Podemos não gostar dela, mas na realidade, o melhor que temos a fazer é aprender a lidar com ela.

A violência magoa. Por mais hábeis que sejamos, a violência e a luta acarretam-nos perdas, pelo que é melhor, se a soubermos evitar. E mesmo que tenhamos que cumprir uma missão por uma boa causa, é sempre bom evitar a luta, até porque lutar pode prejudicar essa missão.

Batalhas longas sempre trouxeram sofrimento. Se tivermos que lutar, façamos com que tudo se resolva o mais rápido possível.

É melhor vencer do que perder. Mas melhor ainda que vencer, é sobreviver.

 

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