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Ninjutsu Moderno 忍術


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Frase da Semana - “A vitória pertence àquele que acredita nela, e àquele que acredita nela por mais tempo.” - Pearl Harbor

Estratégia II

Xadrez

 

Continuação, para o Nível 2, das estratégias retiradas do Livro dos Cinco Anéis (Go Rin No Sho) de Miyamoto Musashi (1584-1645)…

 

Hitotuso Tachi No Heiho

 

“Hitotuso Tachi” significa “espada unificada”. Isto significa que quando alguém nos ataca, ao mesmo tempo que defende, a nossa espada também corta. Trata-se de efectua a acção que se conhece por “Kiri Otoshi” (cortar para baixo), que se usa quando se é atacado com “Yokomen Uchi” (ataque lateral à cabeça).

Quando bem aplicada, esta estratégia é virtualmente invencível, porque o atacante não terá tempo para se defender, uma vez que recebe o contra-ataque exactamente no momento em que ataca.

 

 

Sudori No Heiho

 

Tudo o que se move tem uma energia dinâmica, cinética. Se obrigarmos alguém a mover-se numa linha recta, essa pessoa terá dificuldade em mudar de direcção e poderemos atacá-la facilmente, ne diagonal ou na lateral.

Um exemplo desta estratégia é o acto de nos baixarmos em frente ao atacante quando ele avança para nos atingir. O seu corpo, carregado de energia cinética, irá tropeçar no nosso corpo e irá cair. “Sudori” significa criar uma situação em que se tira vantagem da energia cinética do atacante, o que lhe dificulta a mudança de direcção, possibilitando um ataque na perpendicular ou na diagonal.

 

 

Happo Biraki No Heiho

 

“Happo Biraki” significa que se deve estar aberto aos 8 quadrantes. Deve-se deixar o corpo, mente e espírito num estado flexível de tal modo que se possa atacar e defender de qualquer ponto, em qualquer direcção. O exercício “Happo Kiri” (Corte com a espada nas 8 direcções) tem o objectivo de desenvolver esta habilidade e flexibilidade para defender e atacar nos 8 quadrantes.

 

 

Chushin No Heiho

 

Um factor comum a qualquer forma de conflito é o controle do centro. Desde o combate corpo-a-corpo até um jogo de xadrez, este é um factor fundamental. Quando se tem o controlo do centro, as nossas técnicas têm apenas que percorrer pequenas distâncias para atingir os pontos vitais. Por outro lado, as técnicas agressivas de um atacante precisam de circular em volta desta área central para atingir o nosso corpo. Em batalhas longas é fundamental tomar o centro, mesmo que isto signifique sofrer perdas iniciais. Ao longo do combate, o domínio do centro renderá benefícios.

A única maneira de não ser necessário tomar o centro é tornar o combate bastante rápido (como no caso das guerrilhas, que atacam de surpresa, rapidamente e em seguida evadem-se), o que nem sempre é possível.

Antes de tentar tomar o centro, é necessário identificá-lo. “Chushin pode ser um lugar físico, como por exemplo o ponto médio entre dois indivíduos, mas pode ser apenas uma ideia. Nos negócios, se um empresário detém uma patente de um determinado produto, todos os seus concorrentes terão que percorrer muitas experiências e perder bastante tempo até que consigam resultados semelhantes. O exemplo que melhor me consigo lembrar neste aspecto dos negócios e produtos é o da Coca-Cola…

“Chusin No Heiho” é basicamente a estratégia de conquistar o centro, e tem variações ilimitadas.

Esta necessidade de dominar o centro é importante tanto para um exército como para um indivíduo que quer liderar, descobrir onde está o pólo das acções psicológicas de um grupo e lá se posicionar. É o que fazem os bons políticos, que tentam descobrir as aspirações e desejos dos seus eleitores, passando a defender estas aspirações e desejos quando os descobrem, procurando tornar-se populares e estimados.

O uso do Kiai, por exemplo, assusta o oponente e poderá dar o controlo completo do centro.

Todo o indivíduo tem aquilo que se chama “o seu próprio espaço”. Esta é uma área de aproximadamente 90cm de raio à volta de cada um. Se um atacante entrar neste espaço, o defensor estará em sérias dificuldades, se não atacar imediatamente, pois o seu centro está na iminência de ser tomado pelo seu atacante. Por esta razão, mesmo aos artistas marciais que praticam, apresentam e usam  maioritariamente técnicas defensivas, se um agressor entrar nesta área de 90cm sem atacar, deverá receber um golpe, um empurrão ou qualquer tipo de batimento para se afastar, pois um ataque do oponente dentro desta área é bastante perigoso.

Esta estratégia de tomar o centro é também fundamental nas relações humanas. Somente com o controlo do centro é que se pode conseguir equilíbrio, harmonia, saúde, felicidade, beleza real. Os artistas plásticos e os arquitectos sabem da importância da simetria, que no fundo é o domínio do centro. Quandoo se está diante de um oponente, uma técnica sempre útil é “ameaçar” que se vai atacar, como fazem os pugilistas com os jabs de esquerda (normalmente). Por vezes, o agressor, assustado, recua e dá-nos o centro, perdendo imediatamente o combate. Com o centro em “nossa posse”, podemos avançar sem reacear ser atingido, pois aí estamos numa posição táctica superior. Quando somos atacados, podemos entrar no “ponto morto” (normalmente situado na lateral aberta do adversário), tomar o centro a partir daí e efectuar qualquer técnica.

Muitos lutadores, ao enfrentar um oponente, gostam de tomar uma posição oblíqua, girando o tronco. Fazem isto com a intenção de “esconder” o seu corpo do adversário. No entanto, escondem também as suas outras “armas”, diminuindo assim o seu potencial. Podem até vencer desta forma, mas a maneira de enfrentar a agressão mais de frente tem grande vantagem tanto no aspecto físico como no psicológico. É de lembrar, porém, que ambos os casos são funcionais se e quando utilizados nas circunstâncias certas…

A posição clássica do Kenjutsu (técnica/luta de espada), uma postura rectangular, é muito superior se posicionarmos perpendicularmente tronco em relação à espada. A isto chama-se “Chushin Dori”, e tem muitas variações.

Lembremos que existem três centros importantes: O nosso centro, o do adversário e o do combate. “Chushin Dori”, em essência, é a arte de dominar e manipular todos esses centros simultaneamente,tirando vantagem e não dando nenhuma hipótese ao oponente.

 

 

Harai No Heiho

 

Quando a nossa linha central é ameaçada, podemos usar “Harai”, para “varrer” a espada, arma ou punho do oponente para o lado. Isto irá “limpar” o centro e poderemos entrar com liberdade. Desvia-se o ataque do adversário e em seguida entra-se na sua linha de ataque, tomando o seu centro (passando assim a usar a estratégia anterior, muito importante). “Harai” ou “Barai” é um bloqueio com varrimento. Um óptimo exemplo disso é o Gedan Barai, do Karate.

É importante que se use o “Harai” ao mesmo tempo que se dá um passo em frente, afim de não perder tempo a tomar o centro do adversário. Se dermos um passo em frente simultaneamente ao varrimento, praticamente já estamos a “arrancar” o centro do adversário para nós. Sem este passo em frente, ou dando este passo já depois do varrimento, o oponente poderá contra-atacar com facilidade e atingir-nos a meio do nosso movimento.

 

 

Hijiki No Heiho

 

“Hijiki” é usada contra um agressor ou oponente que tem um centro muito forte e que tenta dominar o centro do combate. Contra um adversário com pouca energia, esta estratégia não irá funcionar. Com a ponta da nossa lâmina ou da arma que tivermos (ou com o nosso punho, no caso de luta a mãos nuas), aplicamos uma pressão gradual contra a espada, arma ou punho do adversário, actuando com se quiséssemos forçar a nossa arma contra o lado da arma do oponente. Ao tentar manter o centro, ele resistirá a essa pressão. Quando uma quantidade significativa de tensão estiver aplicada, dá-se uma “folga” repentina, que fará com que o adversário se desequilibre, possibilitando o ataque e permitindo que tomemos o centro. Esta estratégia é muito usada pelos lutadores de Judo e de JiuJitsu Brasileiro.

Isto acontece quando vamos aplicar uma técnica “suave”, uma chave de braço, por exemplo, e o adversário resiste. Podemos aplicar “Hijiki No Heiho”, insistindo primeiramente na mesma direcção em que iniciámos a pressão ou o esforço, até que haja uma forte resistência por parte do adversário. Nesse momento, mudamos subitamente a direcção do nosso esforço.

Contra adversários fortes, esta estratégia é bastante útil, mas não resulta com adversários mais fracos que nós, pois ao sentirem a pressão não lhe irão resistir, cedendo e podendo mesmo nos desequilibrar e ganhar vantagem.

 

 

Momiji No Heiho

 

“Momiji” é uma folha vermelha, de Outono. Isso quer dizer que é uma folha em queda… Golpear de cima para baixo suavemente, com o sentimento de “Momiji”, é golpear suavemente como se a nossa espada ou braço fosse uma folha que cai no Outono, tocando na espada ou braço do oponente, desviando a sua “arma” com suavidade e abrindo uma entrada para o seu centro. Isto parece muito fácil de fazer, mas exige que tenhamos um espírito tranquilo durante o combate, e isso sim, é muito difícil… A ideia de “Momiji No Heiho” é a de não se dar nada ao oponente para resistir (ao contrário do que se faz na estratégia anterior) e assim sendo, ele não nos irá resistir. É o caso de quando nos queremos aproximar de alguém que está agressivo, zangado ou muito agitado… Se nos aproximarmos sem movimentos bruscos, sem levantar a voz, sem criticar, transmitindo calma, tocando levemente a pessoa, ela irá deixar que cheguemos mais perto com mais facilidade do que se tentarmos forçar a aproximação ou se tentarmos agarrar a pessoa com força bruta. Por vezes, por mais que a pessoa queira lutar, que nos queira empurrar ou afastar, se não oferecermos uma reacção aos movimentos dela, ou se apenas oferecermos uma reacção “leve”, ela não terá motivos para nos afastar ou agredir e vamos avançando, sem que ela nada possa fazer, concretizando assim o nosso objectivo.

É preciso ter em atenção que isto não se trata de submissão, é simplesmente uma grande táctica para sair vitorioso e justo. Forçar uma submissão é uma atitude dos verdadeiros fracos. Aqueles que são verdadeiramente fortes harmonizam-se com o oponente, fazendo-o sentir que não pode derrotar-nos com violência e agressividade, pois isso será derrotar-se a si próprio, ao ter desafiado a harmonia. “Momiji” é também, num sentido mais corriqueiro, a atitude de “ter muita lata” J. Daí os políticos adorarem e usarem muito esta estratégia.

Respire suavemente e use apenas a força estritamente necessária, à semalhança de “conduzir” um bébé quando ele está a dar os primeiros passos. Se chegarmos suavemente diante de um agressor, ele não irá perceber a nossa acção e quando a perceber, já será tarde.

 

 

Suriage No Heiho

 

“Suriage No Heiho” é uma estratégia utilizada para quando se cruzam espadas com o oponente e ambos ficam imóveis, pois quem se mover corre o risco de perder o centro e ser cortado pela espada do adversário.

Quando as espadas estão cruzadas, avança-se rapidamente enquanto se relaxam os ombros e se baixam os quadris, flectindo as pernas e deixando o corpo recto. Nesse momento, levanta-se a espada do oponente, dirigindo-se para a empunhadura (movendo as pernas). Como a sua espada está a ser levantada, abrindo assim o seu centro, o oponente é obrigado a recuar, permitindo que se baixe a espada a partir de uma posição já alta o suficiente para o cortar ao baixar.

No caso de “Suriage”, não se usa a força dos braços, procura-se sim um outro ângulo de ataque e, usando as pernas em vez dos braços, “entra-se” no adversário com a energia totalmente concentrada.

Devido ao número limitado de aplicações, a “Suriage No Heiho” pode até ser confundida com uma técnica. A sua essência, porém, é que faz esta estratégia tão importante.

 

 

Minari No Heiho

 

“Minari” significa “aparência”. Existe uma série de formas pelas quais um estratega pode usar a sua aparência para obter uma vantagem táctica. Aparentando ser mais forte do que realmente é, um estratega pode ter um efeito dissuasor sobre um potencial agressor, fazendo este último pensar duas vezes antes de atacar. A aparência tem uma influência enorme no espírito humano e pode provocar uma série de reacções em cadeia. Se aparentarmos ser mais fortes do que realmente somos, se nos convercermos disso e nos passarmos a sentir como tal, iremos de facto actuar com mais força. Em todos os sentidos.

Quando ao efeito que causamos num agressor, uma aparência forte pode fazer com que ele cancele os seus planos de ataque, fazendo com que tenhamos a melhor das vitórias, aquela que é alcançada sem sequer lutar.

Uma imagem positiva é uma imagem de disciplina pessoal, que os verdadeiros mestres têm em abundância. Quando se estuda e pratica “Minari”, não devemos considerar a nossa aparência real, mas sim aquela com que um oponente nos vê. O que pensamos ser a aparência adequada não é tão importante como a que devemos ter no ponto de vista de um agressor ou potencial agressor, que é a aparência de uma pessoa forte (de mente e espírito, mais do que de corpo). Esta última é a que devemos adoptar em combate ou na iminência de um combate.

Existem muitos factores nos efeitos da aparência: As roupas, as armas ou objectos que poderemos utilizar, a atitude em si… Porém, o factor mais importante é a postura. Uma postura forte é universalmente aceite como um sinal de corpo e espírito forte. Sabe-se que os assaltantes escolhem as suas vítimas pela postura com que se encontram, com a postura com que caminham, etc. Quem tiver postura de vítima, quem anda como vítima, será de certeza uma vítima.

Não é impossível que um assaltante ataque uma pessoa que caminhe segura de si, com uma postura forte, aparentemente pronta a repelir qualquer ataque, mas é muito mais improvável que o faça e se o fizer, pensará duas vezes antes.

Os negociantes são grandes praticantes de “Minari”. Sabem que uma aparência próspera é um importante sinal de lucro. Muitas empresas já sobreviveram a crises, não porque eram bem sucedidas, mas porque pareciam sê-lo. A bolsa de valores também funciona muito assim. Uma aparência positiva é um benefício em qualquer situação. Já uma aparência negativa, é como um cancro. Para nos livrarmos dos efeitos “ilusórios” da “Minori No Heiho”, quando é usada contra nós, devemos olhar para o que se apresenta à nossa frente mas procurar aquilo que está escondido. Os samurais costumavam dizer “não te deixes influenciar pela côr da armadura do teu adversário”. É muito comum confundirmos a habilidade de alguém em alguma coisa com a qualidade da sua roupa, da sua casa, do seu carro, da sua empresa, dos seus bens, etc… É comum tanto sobrestimarmos como subtimarmos apenas pela aparência. Daí existir o ditado “Não se julga um livro pela capa”.

À primeira vista, um adversário pode parecer mais forte e maior que nós, mas muitas vezes, se olharmos novamente e observarmos bem o seu andar, a sua postura, constatamos que não é bem assim (tanto para um adversário aparentemente mais forte como para um aparentemente mais fraco…), e poderemos até, apenas observando, retirar informações importantes a seu respeito.

 

 

Continua no Nível 3...

 

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